coletivos em rede e organizações - coro

 


Entorno


Ativo desde 2002
Origem: Brasília – DF
André Santangelo + Marta Penner + Clarissa Borges + Valéria Pena-Costa + Nazareno + Janaina André.
Entorno é um que atua principalmente com intervenções públicas de cunho político, como a ação de espaços da cidade abandonados pelo poder público. Transcendendo à idéia tradicional de arte restrita a instituições como galerias e museus, por meio de múltiplas linguagens, buscam uma interação maior entre o fazer artístico, o público e a cidade
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Entorno

Actif depuis 2002
Origine: Brasília DF
André Santangelo + Marta Penner + Clarissa Borges + Valéria Pena-Costa + azareno + Janaina André.
Le groupe agit surtout par le moyen d'interventions publiques de caractère olitique, telles que l'action dans des espaces urbains laissés à l'abandon ar le pouvoir public.
Transcendant l'idée traditionnelle de l'art restreint à des institutions elles que galléries et musées, par des multiples langages, le groupe herche une plus grande interaction entre la pratique artistique, le public t la ville.


Formado em 2002 e com o seu núcleo de criação em Brasília, o Grupo ENTORNO têm buscado gerar estímulos para pensar o significado da capital, sua importância no meio intelectual, estético, cultural, histórico e social do país, a partir do efervescente momento de sua criação até os dias atuais. Por meio dos trabalhos produzidos , o Grupo tem se mostrado cada vez mais engajado com problemas sociais e políticos que a cidade apresenta e seu papel no contexto nacional.

Ao levar suas ações para ruas, praças, paradas de ônibus, centros comerciais, espaços públicos e privados, o Projeto ENTORNO tem como proposta, entre outras, aproximar o espectador da arte contemporânea. Espera, dessa maneira, contribuir para a criação de um espaço reflexivo, possibilitando a formação de um público mais amplo na fruição e leitura da obra de arte. Assim, por acreditar em valores humanísticos e na capacidade de conscientização e sensibilização social por intermédio da arte, o grupo resolveu aderir ao Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

A questão do trabalho escravo tem sido tema motivador de ampla polêmica no cenário mundial, tanto em países de economia avançada quanto em nações em desenvolvimento. O presente objeto de trabalho pretende pôr em evidência diversos aspectos relacionados ao assunto, com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a sociedade acerca do problema que submete trabalhadores à condições de vida subumanas. Se de um lado a sociedade capitalista sobrevive às custas do dinamismo econômico proporcionado pela sociedade de consumo, de outro, verifica-se que a base deste mesmo capitalismo se encontra, de maneira despercebida, contaminada por práticas escravocratas.

Arte-Política, Arte e Tecnologia, Arte das Minorias - algumas dessas denominações freqüentemente citadas na teoria da arte contemporânea nos remetem às recentes mudanças referentes aos temas, técnicas, linguagens e lugares de suas manifestações. Temas políticos e sociais passam a fazer parte do repertório do artista contemporâneo. A hibridação de diversas linguagens e mídias como o vídeo, o cinema, a poesia ou, até mesmo, a propaganda é uma característica importante que permeia as artes visuais como um todo.

Nesse trabalho o Entorno trás para um evento artístico uma problemática social com uma linguagem essencialmente urbana. A apropriação de uma linguagem publicitária insere a arte num ambiente urbano cotidiano, alerta para o consumo de vários produtos e estreita o poder de significação dos objetos artísticos. Todos elementos importantes para uma arte engajada. Faz pela primeira vez o caminho contrário ao qual de início se propôs: tirar a arte do espaço institucionalizado.

Dessa vez o Grupo contamina não só sua arte, mas também o ambiente artístico, com um problema social, político e econômico.

A tendência da arte, desde os finais dos anos cinqüenta, tem sido se dirigir cada vez mais, no sentido de criar uma interação do fazer e do fruir artístico com a vida e o cotidiano. Imposta pelo modernismo e pela tradição da cultura ocidental à condição de isolamento da obra de arte, a exibição encerrada em instituições como galerias e museus, passa agora a não ser mais a única forma pela qual o público entre em contato com a produção artística do seu tempo. Por isso, o Projeto de Arte ENTORNO utiliza o corpo da cidade para revelar o que ela possui de invisível , o sistema que a sustenta e a sociedade que a mantém.

Nesta interseção entre arte e vida o grupo Entorno procura contextualizar sua manifestação artística. Assim, ao trazer elementos do dia-a-dia para um contexto inesperado provoca-se um estranhamento que, por sua vez, gera uma forma diferenciada de estímulo da percepção proporcionada pela obra de arte, criando desta maneira diálogos, abrindo questionamentos e reflexões sobre os fenômenos contemporâneos.
Faz pela primeira vez o caminho contrário ao qual de início se propôs: tirar a arte do espaço institucionalizado.
Dessa vez o Grupo contamina não só sua arte, mas também o ambiente artístico, com um problema social, político e econômico.Faz pela primeira vez o caminho contrário ao qual de início se propôs: tirar a arte do espaço institucionalizado.